Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, cerca de 10% dos adultos brasileiros já receberam diagnóstico de depressão, o equivalente a mais de 16 milhões de pessoas. E as mulheres aparecem com frequência bem maior que os homens. O tratamento passa por psicoterapia, acompanhamento médico e, em muitos casos, uso de medicamentos.
A ciência, porém, vem mostrando que a alimentação também tem um papel importante sobre essa questão, no Dia da Saúde Mental, celebrado neste sábado (10/10), revelamos como certas matérias-primas, a exemplo de ovos, azeite e castanhas, contribuem com uma melhora do quadro.
Alimentação, depressão e saúde mental: o que a ciência já sabe
Existe uma via de comunicação constante entre o intestino e o cérebro, chamada de eixo intestino-cérebro. As bactérias que vivem no nosso intestino produzem substâncias que influenciam a inflamação, o sistema imunológico e até mensageiros químicos ligados ao humor.
Pense no intestino como um jardim. Quando recebe fibras, variedade de vegetais e alimentos naturais, ele floresce. Quando vive de açúcar e ultraprocessados, as ervas daninhas tomam conta. E esse desequilíbrio parece repercutir de forma sistêmica, inclusive no cérebro.
O que os estudos mostram
Uma pesquisa australiana acompanhou adultos com depressão moderada a grave que seguiam com o tratamento habitual. Parte deles recebeu orientação para adotar uma alimentação no estilo mediterrâneo.
