Quando por volta de 1800 o fazendeiro e oficial do exército britânico Sir John Sebright resolveu desenvolver uma nova raça de galinha, ele não sabia que produziria quase uma obra de arte. Pode parecer exagero, mas basta olhar para as penas da Sebright para entender.
O corpo da galinha anã britânica é repleto de penas que parecem ter sido desenhadas à mão. Na verdade, a beleza por trás da ave tem a ver com a genética.
“A formação da raça envolveu diferentes aves pequenas, e existem registros históricos associando a variedade dourada a cruzamentos envolvendo Nankin, aves do tipo Hamburgo e pequenos galos de combate. A variedade prateada foi desenvolvida posteriormente”, explica o biólogo Rafael Moreira, do Parque Três Pescadores, no estado de São Paulo.
Segundo informações do Departamento de Ciências Animais e Alimentares da Universidade Estadual de Oklahoma, nos Estados Unidos, estima-se que o processo de seleção genética até chegar à galinha de penas “desenhadas” demorou cerca de 20 anos.
A Associação Americana de Avicultura, a mais antiga da América do Norte, reconheceu a Sebright como raça em 1874, nas cores dourada e prateada.
Macho e fêmea são bastante parecidos
