ONU repudia decisão do governo Trump de transmitir execução de ex-militar condenado à morte
O Pentágono anunciou que pretende transmitir ao vivo o fuzilamento de Nidal Hasan, ex-psiquiatra do Exército dos Estados Unidos condenado por matar 13 pessoas na base militar de Fort Hood, em 2009. A decisão levantou dúvidas sobre a legalidade de uma transmissão inédita.
O fuzilamento é legal nos Estados Unidos. Em uma decisão unânime de 1879, a Suprema Corte concluiu que esse tipo de execução não configura uma punição cruel e incomum, proibida pela Constituição americana.
No ano passado, os ministros também abriram caminho para que a Carolina do Sul voltasse a realizar execuções por fuzilamento, algo que não acontecia no estado havia décadas.
Atualmente, cinco estados americanos permitem esse método: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah. No início deste ano, o governo Trump também anunciou que autorizaria o fuzilamento no sistema prisional federal.
O Exército americano já realizou execuções por fuzilamento com frequência. Entre os condenados estavam militares considerados culpados de deserção e outras infrações. Durante a Guerra Civil americana, entre 1861 e 1865, centenas de soldados foram condenados à morte.
Pelo Código Uniforme de Justiça Militar, o presidente é a única autoridade que pode aprovar uma sentença de morte contra um integrante das Forças Armadas americanas. Em 5 de outubro, Donald Trump autorizou o plano do Pentágono para executar Hasan.
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