Milhares de anos se passaram, mas muitas das práticas de mumificação do Egito Antigo ainda permanecem ocultas pela história. Agora, pesquisadores estão desenterrando novas pistas ao resgatar um elemento invisível que atravessou milênios.
Utilizando tecnologia de ponta, especialistas do Instituto Max Planck da Alemanha identificaram e replicaram a fragrância usada no processo de embalsamamento de uma importante mulher egípcia. O avanço científico permite respirar a mesma atmosfera que envolvia os rituais sagrados em 1450 a.C.
O foco da pesquisa girou em torno dos bálsamos aplicados na nobre Senetnay, cujos restos mortais foram desenterrados no Vale dos Reis em 1900. A escavação foi liderada pelo renomado arqueólogo britânico Howard Carter, famoso por descobrir a tumba de Tutancâmon em 1923.
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A composição molecular do perfume da eternidade
Para decifrar o aroma, a equipe extraiu pequenas amostras residuais de dois vasos canópicos que guardavam o fígado e os pulmões da nobre. Essas peças continham minúsculos vestígios da substância balsâmica com a qual ela foi coberta para encarar a vida após a morte.
