O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, anunciou, nesta 6ª feira (9.out.2026), que adotou as medidas cabíveis em relação ao relatório de segurança da Corte recebido pelo ministro Flávio Dino, que contém mensagens com ameaças de morte e agressões.
“Foi encaminhada à Polícia Federal avaliação técnica de segurança relativa às ameaças identificadas contra o ministro, para conhecimento e adoção das medidas pertinentes, no âmbito de suas atribuições. O STF permanece atento à segurança de seus ministros e em articulação com os órgãos competentes”, afirmou o gabinete de Fachin.
Nas redes sociais, Dino associou as ameaças à “repetição de mentiras, visando causar violência”. As mensagens mencionam referências a fuzilamento, explosão e outras formas de violência. Em uma delas, publicada em 5 de outubro, o autor afirmou: “Primeiro a ser fuzilado… Flávio Dino, por ter proibido o acesso às armas [sic]”.
Outra mensagem, de 3 de outubro, cita uma possível invasão ao STF e faz referência à morte de Tiradentes, executado por enforcamento e esquartejamento: “Invadir o STF e fazer com morões, dino e zanin igual fizeram com tiradentes, cabecinha em praça pública [sic]”.
Apesar do conteúdo violento das mensagens, Dino afirmou, em publicação no Instagram, que não mudará sua atuação profissional por causa das ameaças.
“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas.
