Os executivos da OpenAI e da Anthropic estão realizando simulações privadas para avaliar como reagir a um possível desastre global relacionado à inteligência artificial (IA). Segundo relatos sobre os bastidores do setor, os líderes de empresas de tecnologia temem que um incidente grave, especialmente um ataque cibernético de grandes proporções, ocorra nos próximos seis a 12 meses e provoque uma reação negativa da sociedade e dos governos contra a indústria.
Os cenários analisados incluem ataques que podem comprometer serviços essenciais, como sistemas financeiros, redes de internet e infraestruturas de abastecimento de água e energia elétrica. As hipóteses vão desde agentes autônomos de IA que escapam dos limites previstos em ambientes de teste até criminosos que exploram modelos disponíveis ao público para executar ataques virtuais.
A preocupação não se restringe a situações hipotéticas. Um ataque recente contra dois bancos da Coreia do Sul teria usado agentes autônomos e ferramentas de IA, como o DeepSeek e o Claude Code, para encontrar vulnerabilidades e comercializar dados roubados. O episódio reforça o temor de que sistemas que conseguem executar tarefas complexas com pouca intervenção humana ampliem as possibilidades de ataques cibernéticos.
Empresas querem antecipar reação política a uma crise
Os executivos também se preocupam com as consequências políticas de um incidente de grande escala.
