O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acusou, nesta sexta-feira (9), a campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de criar uma “narrativa absurda” a partir do vazamento de um suposto áudio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento de um filme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o ministro, a estratégia da campanha do senador consiste em equiparar as duas situações, apresentando a de Flávio como a mais favorável, com o argumento de que o dinheiro para o filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi obtido de forma legal, enquanto Lula teria agido ilegalmente.
“Agora, dos mesmos criadores do fracassado ‘eu fiz, mas o Lula também’, a nova ficção é que o Flávio Bolsonaro recebeu dinheiro do Daniel Vorcaro de forma legal e o filme sobre o presidente Lula teria recebido de forma ilegal”, disse o ministro em um vídeo publicado em suas redes sociais.
Análise: O que o primeiro turno indica para Flávio e Lula?
Se a estratégia não funcionar para parte do eleitorado, ela poderá servir para desestimular os eleitores a irem às urnas, com o discurso de que os dois são iguais. Nesse cenário, Flávio se beneficiaria da diferença no resultado apresentado no primeiro turno.
“Qual o interesse do Vorcaro em falar uma mentira que prejudica o Lula e beneficia o Flávio Bolsonaro nessas eleições? Por que seria melhor para o Vorcaro o Flávio ser presidente em vez do Lula?
