A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, ex-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz 2026, anunciado na manhã desta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega. Segundo o Comitê do Nobel, ela foi escolhida “por seus esforços para promover a paz e o direito internacional”.
Pillay, de 85 anos, atuou como juíza na Suprema Corte da África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para Ruanda e, mais recentemente, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado - que concluiu que Israel havia cometido genocídio na Faixa de Gaza. Atualmente, integra a Corte Internacional de Justiça (CIJ) no processo em que Mianmar é acusado de genocídio.
Quando a jurista sul-africana recebeu a notícia do Nobel, ela estava em um evento no tribunal que há 80 anos sediou os julgamentos de Nuremberg. Em um vídeo publicado na rede social X, enquanto colegas a aplaudiam, ela perguntou: “É verdade?”. Uma das pessoas presentes confirmou a notícia, que já havia sido divulgada pela imprensa.
Em tom de brincadeira, Pillay disse que poderia dividir o prêmio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se os colegas a aplaudissem por mais tempo.
