A Justiça de São Paulo determinou que o blogueiro Allan dos Santos remova de suas redes sociais um vídeo no qual acusa o Padre Júlio Lancellotti de pedofilia sem apresentar provas. A decisão também proíbe o influenciador e a empresa responsável pela Revista Timeline de republicar o conteúdo e de reiterar a acusação contra o religioso.
Na decisão, concedida nesta sexta-feira (9/10) pelo juiz Felipe Poyares Miranda, da 16ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, o magistrado reconheceu que as declarações de Allan dos Santos ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e atingiram a honra do padre. Ainda cabe recurso.
Além do blogueiro, a decisão também afeta a empresa Gasperi Global Ltda., responsável pela exploração comercial da Revista Timeline, e o Facebook. O material deve ser retirado da plataforma no prazo de 48 horas, a partir da data de intimação.
Também foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 30 mil, sem prejuízo da adoção de outras medidas judiciais.
“Limite”
Conhecido por sua atuação junto à população em situação de rua, o Padre Júlio Lancellotti comentou a decisão e celebrou a vitória na Justiça. “São inaceitáveis ofensas que têm por fundo a questão religiosa e que ferem a dignidade humana”, começou.
“A liberdade de expressão tem um limite, que é a dignidade humana da pessoa a quem se dirige.
