O mercado físico do boi gordo encerra a semana mantendo trajetória de alta, sustentado pela restrição da oferta de animais e pelo posicionamento pouco confortável das escalas de abate.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que as programações permanecem concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões, mantendo os frigoríficos ativos na compra de boiadas.
“Embora os reajustes tenham ocorrido com intensidades diferentes entre as praças, o cenário de curto prazo continua favorável à valorização da arroba. A retomada gradual da movimentação das indústrias voltadas ao mercado chinês também será importante para a sustentação da demanda por animais”, diz.
De acordo com ele, o cenário logístico mais provável para a China envolve o início da produção em outubro, seguido por embarques concentrados entre novembro e dezembro.
“Considerando o tempo de trânsito marítimo, parte relevante dessas cargas deverá ser internalizada somente em janeiro de 2027, utilizando a cota do próximo ano. Esse movimento não representa ampliação ou flexibilização automática da cota de 2026 e continuará condicionado às regras da salvaguarda chinesa e à disponibilidade do contingente tarifário no momento da internalização”, contextualiza Iglesias.
