A diretora de Controle de Riscos do Banco de Brasília (BRB), Luana Ribeiro, alertou o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, de que ativos analisados para substituir outros em operações com o Banco Master não passariam por uma avaliação em condições normais.
As mensagens constam em um relatório da Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito do Caso Master, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
A conversa ocorreu em 15 de julho de 2025, meses antes da liquidação do Master por decisão do Banco Central (BC).
Segundo os investigadores, os diálogos mostram pressão de Paulo Henrique sobre a diretora para viabilizar as substituições, apesar de problemas apontados pela área técnica, como falta de garantias e dúvidas sobre a viabilidade dos projetos.
“Acredito que essa será a última semana do Master como conhecemos”, escreveu o então presidente do BRB. Na sequência, acrescentou: “Ou sai a aprovacao ou dará ruim por lá”.
O trecho não esclarece a qual aprovação Paulo Henrique se referia. Logo depois, ele cobrou: “Precisamos concluir as substituições”.
Luana respondeu que encaminharia a lista dos processos finalizados naquele dia e informou que a equipe havia concluído a análise de dois projetos, identificados como Cumbuco e Laguna.
Em seguida, PH pergunta: “Eles passam?”. “Em condições normais não passaria, mas por ser troca…”, respondeu a diretora.
“Nao tem viabilidade do projeto, nem garantia e nao conseguimos atestar capacidade.
