A Polícia Federal apontou, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), “indícios robustos de falsidade ideológica e fraude contra instituição financeira” em negócios do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master.
No documento datado de 28 de setembro, que teve sigilo derrubado nesta sexta-feira (9/10), a PF disse que a prova documental evidencia “utilização de garantias como instrumento de viabilização artificial de operações financeiras, mediante superavaliação intencional de ativos, direcionamento de empresas avaliadoras e adequação dos laudos às necessidades operacionais previamente definidas”.
Segundo as investigações, houve solicitação de alteração dos parâmetros de avaliação, inclusive valor de metro quadrado, e busca por avaliadoras dispostas a aderir às premissas, “resultando em majorações patrimoniais substanciais e descoladas da realidade de mercado”.
“Tal conduta, além de violar os deveres de diligência e veracidade documental, configura indícios robustos de falsidade ideológica e fraude contra instituição financeira, na medida em que os laudos serviram de fundamento para operações que exigiam lastro real idôneo”, afirmou a PF.
