A Polícia Federal (PF) apontou “interferência política direta” do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) na negociação considerada fraudulenta pelos investigadores entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 28 de setembro, com o sigilo derrubado nesta sexta-feira (9/10), a PF analisa que, diante de mensagens, fatos e tratativas, os elementos probatórios indicam que Ibaneis, na qualidade de acionista controlador do BRB, “não se limitou ao exercício regular de suas prerrogativas institucionais, tendo atuado de forma direta na:
Autorização dos montantes do aumento de capital
Definição da estratégia de expansão
Validação de decisões operacionais críticas
Articulação com agentes privados envolvidos na operação.”
Para a PF, “as comunicações demonstram que decisões estratégicas relevantes eram submetidas previamente à sua apreciação (de Ibaneis), antes mesmo de deliberação pelos órgãos formais de governança, evidenciando centralização decisória e interferência política direta na condução da instituição financeira pública“.
Afirma ainda que a atuação do ex-governador é indicativa de “captura institucional, na medida em que a estrutura de decisão do banco foi alinhada a interesses específicos, em detrimento dos princípios de impessoalidade, moralidade e interesse público”.
