Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, reconheceu que a corporação agiu de forma imatura nas investigações sobre a morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. Em entrevista à Rádio Som Maior, Ulisses afirmou que a condução em relação à divulgação dos fatos foi incorreta. “Fizemos uma entrevista coletiva que deveríamos não ter feito” disse. “Deveríamos ter esperado um pouco mais para esclarecer de forma melhor o trabalho. Não nos preparamos de forma correta.”
No mês passado, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu que o ex-delegado pague até R$ 795 mil por irregularidades na condução e na divulgação da investigação sobre a morte do cão. O órgão apura se o ex-chefe da corporação violou o sigilo funcional, abusou da autoridade e antecipou a culpa dos adolescentes investigados durante a apuração do caso.
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A apuração contra Ulisses começou em fevereiro passado. À época, a 40º Promotoria de Justiça da Capital afirmou que declarações feitas por integrantes da Polícia Civil, “notadamente do delegado-geral”, fora dos autos poderiam, em tese, configurar violação de sigilo funcional, abuso de autoridade e improbidade administrativa.
Um mês depois, Ulisses se recusou a responder perguntas de Oeste relacionadas às investigações. Ao ser indagado sobre as acusações, o ex-delegado se limitou a falar sobre os resultados de sua atuação à frente da Polícia Civil.
