O ministro Luiz Fux determinou que a secretaria judiciária do Supremo Tribunal Federal envie ao seu gabinete a íntegra de processos sigilosos e inquéritos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo o inquérito das fake news, o das milícias digitais e o do plano de golpe.
Segundo o analista de política Matheus Teixeira, a decisão gerou forte incômodo nos bastidores da Corte e intensificou a divisão interna entre os ministros.
De acordo com apurações nos bastidores do STF e com advogados especialistas na Corte, ainda é difícil mensurar com precisão o alcance da decisão. “São dois inquéritos que são muito grandes, uma petição que também é extensa”, destacou Teixeira durante o CNN 360º desta sexta-feira (9).
Relatório do STF identifica ameaças de violência contra ministros nas redes
Após críticas, Kassio amplia sessões virtuais no TSE agilizar julgamentos
Caso Master completa três meses sem operações em meio à crise e incertezas
De acordo com o analista, esse volume de informações torna complexa a avaliação dos desdobramentos jurídicos possíveis.
A decisão de Fux aprofundou uma divisão que já vinha sendo observada há meses. Essa ruptura ficou evidente durante a sessão em que se julgou a abertura ou não de um inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes, quando o racha no plenário do STF tornou-se explícito.
“Essa decisão de Luiz Fux amplia essa tensão e essa divisão. Não só pela decisão em si, mas o que pode vir depois dela.
