Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um método “verde” e inovador que utiliza uma mistura à base de açúcares e outros compostos naturais para extrair das cascas das sementes do guaraná substâncias valiosas, como cafeína e antioxidantes.
Além de substituir os solventes tóxicos tradicionais, a nova estratégia também reduz significativamente o tempo de preparo e o consumo de energia durante o processo de produção, abrindo caminho para o aproveitamento sustentável da biodiversidade brasileira.
Poder da casca
Apesar de frequentemente ser descartada, a casca da semente desse fruto brasileiro é extremamente rica em guaranina (alcaloide quimicamente idêntico à cafeína), além de polifenóis altamente valorizados pela indústria de cosméticos e bioprodutos, como catequina, epicatequina e procianidina B2.
Os solventes normalmente usados para a extração desses compostos são voláteis e tóxicos, como o metanol. Outras substâncias provenientes da indústria do petróleo também precisam ser removidas na etapa final do processo.
Já com a nova formulação proposta pelo grupo da Unicamp, o extrato produzido com a casca da semente do guaraná sai pronto para ser utilizado por vários tipos de indústrias.
