A deputada federal reeleita Érika Hilton (Psol-SP) disse, em entrevista ao Metrópoles, nesta sexta-feira (9/10), que a eleição de Eduarda Campopiano (PL-SP) à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) representa uma ameaça direta aos direitos das pessoas trans e uma tentativa de fazer com que pautas por dignidade e cidadania não avancem.
Érika citou a alta dos casos de feminicídio no estado de São Paulo e o aumento da violência e afirmou que figuras como a agora deputada estadual “não tem propostas para enfrentar esses temas”.
“Eu acho que suas eleições representam, sim, uma ameaça direta aos nossos direitos e uma tentativa de nos paralisar, de nos fazer recuar, de fazer com que nossas pautas por dignidade, por cidadania, não avancem e que nós possamos viver o Brasil dos horrores, dos espetáculos, da lacração, o Brasil onde nós aceitamos que pessoas que tenham falas asquerosas e nojentas possam assumir cargos de grande responsabilidade e transforme tudo em dancinhas de TikTok”, disse ela.
Na madrugada de segunda (5/10), horas após o resultado das urnas, Eduarda Campopiano usou o próprio perfil do X (antigo Twitter) para fazer um ataque a Érika Hilton. A deputada estadual se referiu à parlamentar, que é uma mulher trans, como um “homem biológico”. “Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs”, escreveu Eduarda.
