A líder da oposição venezuelana María Corina Machado defendeu a realização de eleições presidenciais na Venezuela até julho de 2027. Em entrevista ao jornal britânico Financial Times publicada nesta sexta-feira, 9, ela afirmou que há “tempo mais do que suficiente” para organizar uma votação livre e justa. Machado também cobrou transparência na gestão das receitas obtidas com a venda de petróleo, atualmente supervisionadas pelos Estados Unidos.
“O governo dos Estados Unidos e o povo venezuelano concordam que a única maneira de tornar isso sustentável e uma vitória real é transformar a Venezuela em uma democracia estável”, declarou Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.
A opositora sustenta que a Venezuela tem condições técnicas e políticas de realizar a eleição no primeiro semestre do próximo ano. A declaração ocorre em um momento de pressão internacional por uma transição democrática no país, depois da captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro deste ano.
Machado manifestou apoio à proposta do senador republicano Bernie Moreno de realizar as eleições em 24 de julho de 2027. A data marca o aniversário de Simón Bolívar, libertador da Venezuela. A opositora já havia se somado à petição do senador em setembro deste ano.
Transparência no petróleo
Machado questionou o acordo de exploração de petróleo que Donald Trump e a presidente interina Delcy Rodríguez anunciaram.
