O mercado de fundos imobiliários (FIIs) vive uma tendência crescente de consolidação, não entre gestoras, mas entre os próprios fundos. A prática consiste em unir diversos fundos de uma mesma gestora, de logística, shopping center ou escritórios, em um único veículo maior, com o objetivo de ganhar escala e liquidez.
Por que os fundos estão se unindo?
Segundo André Freitas, CEO e CIO da Hedge Investments, durante entrevista ao programa “Café com o Investidor”, parceria entre o NeoFeed e a CNN Brasil, há dois motivos principais para esse movimento.
O primeiro está relacionado às gestoras que, apesar de terem sido fundadas por profissionais competentes, não conseguiram atingir o volume de ativos sob gestão necessário para remunerar adequadamente suas equipes.
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“Muitas delas têm produtos que são até interessantes, mas não têm a escala que você precisa para remunerar a equipe”, explicou. Nesses casos, a saída costuma ser não a venda da gestora em si, mas a dissolução dela e a colocação do produto à venda.
O segundo motivo é estrutural: o mercado privilegia os fundos maiores por conta da liquidez. Fundos com maior patrimônio e número de cotistas permitem que investidores entrem e saiam de suas posições sem impactar significativamente o preço das cotas.
