Atrás no primeiro turno das eleições e sob dificuldade para atrair novos aliados para o segundo, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta no efeito “Dilma versus Aécio” para evitar o pessimismo e manter sua militância engajada.
Para contrapor o fato histórico de que nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação chegou à Presidência ao fim da corrida eleitoral, dirigentes petistas citam a disputa de 2014.
Naquele ano, Dilma Rousseff (PT, 41%) terminou o primeiro turno à frente de Aécio Neves (PSDB, 34%). Porém, a petista apareceu atrás do tucano nas primeiras pesquisas de intenção de voto para o segundo turno.
A primeira sondagem do segundo turno, do instituto Paraná Pesquisas, mostrou Aécio com oito p.p. (pontos percentuais) de vantagem. Nas urnas, a petista foi reeleita com 51,64% dos votos, contra 48,36% do tucano.
As primeiras pesquisas do segundo turno em 2026 foram recebidas com alívio no QG petista, cujos trackings na segunda-feira (5) mostrava uma vantagem de oito p.p para Flávio. Sondagem do Datafolha mostrou o senador com 52% contra 48% de Lula. Já a pesquisa Poder/Aya apresentou Flávio com 53%, ante 47% de Lula.
“Parece que alguns voltam a esquecer que o segundo turno é uma nova eleição, uma nova disputa e ela está em aberto.
