O sistema energético global já está sendo levado ao limite. Um furacão avançando sobre o centro nervoso de refino da América é a última coisa de que se precisa.
Isaias, o primeiro furacão da temporada no Atlântico, chega em um momento em que há quase nenhuma margem para erros.
As refinarias dos EUA, localizadas em sua maioria ao longo da Costa do Golfo, estão operando no máximo de sua capacidade para compensar as interrupções causadas pela guerra no exterior.
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Os estoques de combustível que funcionam como amortecedores já foram utilizados. E a reserva de emergência de petróleo dos EUA está no nível mais baixo desde 1982.
O furacão Isaias “pode ser um evento gigantesco. É o pior momento em 25 anos para que algo assim aconteça”, disse Robert Yawger, diretor de futuros de energia da Mizuho Securities.
O impacto real de Isaias dependerá do trajeto e da intensidade da tempestade.
As previsões atuais indicam que a tempestade deve atingir a região a leste de Nova Orleans, um importante polo de refino, o que deve poupar a infraestrutura energética vital do pior da tempestade.
Ainda assim, grandes produtoras de petróleo, incluindo Shell, Chevron e BP, evacuaram pessoal não essencial de plataformas petrolíferas no Golfo e reduziram a produção.
