As preocupações com os efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a produção mundial de açúcar impulsionaram os preços futuros da commodity na sexta-feira (09). Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em março registrou alta de 0,50%, encerrando a sessão cotado a 20,25 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, o contrato de açúcar bruto para março na bolsa avançou, enquanto o açúcar branco para entrega em dezembro, negociado em Londres, subiu 1,40 dólar, uma valorização de 0,26%.
Ainda segundo o Barchart, o mercado acompanha as projeções climáticas diante da possibilidade de o El Niño afetar regiões produtoras e comprometer a oferta global. Na sexta-feira, a Agência Meteorológica do Japão informou que as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico tropical ficaram 4 graus Celsius acima do normal em setembro, o maior nível registrado desde 1949.
A instituição também indicou 100% de probabilidade de continuidade do fenômeno durante o inverno do Hemisfério Norte, com possibilidade de persistência até o primeiro trimestre do próximo ano.
Além das incertezas climáticas globais, as condições de colheita no Brasil também influenciam as cotações. As chuvas persistentes na região Centro-Sul, principal área produtora de cana-de-açúcar do país, atrasaram os trabalhos no campo e interromperam a moagem em usinas, restringindo a oferta da matéria-prima.
Café
Os preços futuros do café arábica fecharam em queda na Bolsa de Nova York.
