Toda boa travessia começa por saber onde se está. Foi com essa ideia que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) lançou, no último dia 7 de outubro, em Brasília, o Bússola Digital, programa da Corregedoria Nacional que fará, uma vez por ano, um retrato da maturidade tecnológica do Ministério Público brasileiro. A iniciativa é liderada pelo Conselheiro Corregedor Nacional, Fernando Comin, e o lançamento contou com representantes de todos os Ministérios Públicos estaduais.
O programa nasce de uma constatação: a inteligência artificial já faz parte do cotidiano de quem opera o sistema de justiça, e a produção cresce em todas as pontas ao mesmo tempo. O elo que continua humano é a decisão. E, para decidir bem, cada instituição precisa de dados confiáveis, sistemas que conversem entre si, um ambiente seguro e uma noção precisa da própria posição.
É isso que a Bússola oferece. Em cada ciclo, serão avaliados os 30 ramos e unidades do Ministério Público em quatro frentes, que compõem a rosa dos ventos do projeto.
No norte, os sistemas finalísticos: a tecnologia que sustenta a atividade-fim, com destaque para a integração com tribunais, polícias e órgãos externos.
No leste, a inteligência artificial: a passagem da experiência promissora ao uso consistente, que muda o dia a dia dos operadores do direito e dos próprios jurisdicionados.
No sul, a governança de dados: a base de onde parte o salto nas demais frentes, e por isso ocupa o ponto de apoio da rosa dos ventos.
