Tempo e atenção do fundador não crescem na mesma proporção que a empresa, avaliampesquisadores da Fundação Dom Cabral (FDC). O caso da Magazine Luiza ajuda a discutir otema: Frederico Trajano assumiu a presidência em janeiro de 2016, depois de dois anos depreparo para suceder o executivo Marcelo Silva.Uma venda espera a sua aprovação. Uma compra só avança quando você responde. Aempresa cresce, mas parte das decisões continua na sua mesa. Como preparar outras pessoas paraassumir responsabilidades sem perder a direção do negócio?O caso MagaluA rede foi fundada em 1957 por Pelegrino José Donato e Luiza Trajano Donato, tios-avósde Frederico.Em novembro de 2015, a empresa confirmou Frederico, filho de Luiza Helena Trajano, eentão diretor-executivo de operações, como CEO a partir de janeiro de 2016. Ele substituiuMarcelo Silva, executivo com passagem por Pernambucanas e Bompreço, que ocupou o cargonos seis anos anteriores. Segundo a IstoÉ Dinheiro, uma das missões de Silva nos dois últimosanos era prepará-lo para a função.Luiza se afastaria do dia a dia, mas manteria funções como a ouvidoria e a relação com osclientes. O Conselho de Administração aprovou levar à assembleia a proposta para que ela, entãovice-presidente do conselho, passasse a presidi-lo, segundo a Reuters. Silva ficaria comovice-presidente. A profissionalização incluiu, portanto, um executivo de fora da família e,depois, um sucessor da própria família.Frederico assumiu num momento difícil.
Sua empresa depende de você para tudo? O caso Magalu mostra o por que isso pode estar impedindo seu crescimento
Por animocreative · Jovem Pan
