A grife italiana Fendi se envolveu em uma polêmica recente devido ao relançamento da icônica bolsa Baguette em uma versão com bordados, miçangas e espelhos. A peça foi comparada às bolsas artesanais indianas, muito vendidas durante o tradicional festival Navratri. O caso gerou diversos comentários sobre a possibilidade de a marca estar se apropriando da cultura sul-asiática. Além disso, outros casos de grifes de luxo que lançaram produtos semelhantes a peças tradicionais da Índia vieram à tona, com internautas ressaltando o quanto as marcas fazem questão de não dar os devidos créditos aos criadores das técnicas.
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Bolsa Navratri da Fendi
Após divulgação, a Fendi Baguette 24624 foi apelidada de “bolsa Navratri” nas redes sociais, justamente pela semelhança com as bolsas tradicionais indianas. O acessório foi confeccionado com 475 espelhos, 39.500 contas e 10.300 metros de fio, sendo vendido por US$ 10 mil (cerca de R$ 50 mil). O preço da peça também foi criticado, visto que o modelo artesanal da Índia é vendido por poucos mais de US$ 150, equivalente a R$ 750.
Após o lançamento, figuras do empresariado indiano se manifestaram em seus perfis, declarando que “reempacotar o artesanato tradicional da Índia como luxo, sem dar crédito aos artesãos que o criaram e preservaram, mina nosso talento e patrimônio autênticos”.
