O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) marcou para a próxima terça-feira (13/10) o julgamento do caso em que a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) foi acusada por pares de praticar “blackface” durante discurso no plenário. Ao todo, 21 parlamentares entraram com representação por quebra de decoro contra a bolsonarista.
O episódio ocorreu durante sessão ordinária em março deste ano, quando Fabiana pintou o rosto e parte do corpo de marrom para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSol) para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Uma representação criminal por racismo foi aberta contra a deputada. No final de agosto, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) defendeu o arquivamento da acusação por entender que não ficou comprovada a intenção de discriminar pessoas negras.
O procurador de Justiça responsável apontou que as falas da parlamentar estariam protegidas pela imunidade parlamentar por terem sido feitas no exercício do mandato. O pedido de arquivamento, no entanto, ainda não encerra definitivamente o caso e será submetido à análise interna do Ministério Público.
