O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta sexta-feira (9) encerrando uma semana de ganhos para o metal, ainda que as perspectivas de juros mais elevados nos Estados Unidos diante de um avanço nos preços do petróleo tenham pesado nos preços.
A demanda de bancos centrais persiste diante das incertezas globais e dá suporte à cotação.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 1,43%, a US$ 4.216,30 por onça-troy. A prata para dezembro avançou 2,73%, a US$ 61,04 por onça-troy. Na semana, as altas foram de 1,54% e 1,04%, respectivamente.
“O ouro permanece dividido entre a incerteza geopolítica e fiscal, de um lado, e o custo de oportunidade decorrente dos elevados rendimentos reais, de outro. Observamos o ouro consolidando-se em torno da zona de suporte de US$ 4.100, e uma recuperação acima deste nível é necessária para melhorar as perspectivas de curto prazo”, afirma a Sucden Financial.
O PBoC (Banco Popular da China) realizou compras significativas de ouro em setembro. Segundo o PBoC, as reservas de ouro aumentaram 740.000 onças em relação ao mês anterior, ou seja, 23 toneladas. Isso estendeu a sequência de compras mensais para 23 meses.
Foi também o maior volume de compra mensal em três anos, aponta o Commerzbank.
As únicas outras instituições com reservas de ouro maiores são o Fed (Federal Reserve), o Deutsche Bundesbank e o FMI (Fundo Monetário Internacional).
