O governo dos Estados Unidos planeja colocar em prática uma medida associada a países que realizam execuções públicas, como Irã e Afeganistão, e a grupos extremistas como o Estado Islâmico: transmitir ao vivo a execução de um condenado à morte.
O anúncio do Pentágono sobre o caso do militar Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base de Fort Hood, no Texas, em 2009, provocou críticas da Organização das Nações Unidas (ONU), que considera a transmissão uma violação da proibição absoluta da tortura.
A decisão foi anunciada na quinta-feira (8/10) pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth (foto em destaque). Segundo ele, a execução será aberta ao público para que as pessoas compreendam que existem consequências graves para crimes como os cometidos por Hasan.
Em comunicado posterior, o Pentágono confirmou que o procedimento, por pelotão de fuzilamento, também será transmitido pela internet.
Nesta sexta-feira (9/10), o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmou, em declaração à agência de notícias francesa AFP, que execuções públicas constituem tratamento ou punição cruel, desumana e degradante. Para o órgão, a transmissão ao vivo equivale a uma execução pública e viola a proibição internacional da tortura.
“A transmissão ao vivo de uma execução equivale a uma execução pública e violaria a proibição absoluta da tortura”, declarou o Alto Comissariado.
