O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) um pacote para tentar reduzir os preços dos combustíveis, incluindo desoneração de impostos federais sobre a gasolina, retirada dos tributos sobre o combustível, além de conceder novas subvenções.
Somadas, as desonerações e subvenções anunciadas para a gasolina, o etanol e o diesel terão um custo de R$ 5,2 bilhões aos cofres públicos nos próximos 30 dias, período em que as medidas estarão em vigor.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as medidas visam mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e a pressão nas bombas dos postos de combustíveis.
Analistas ouvidos pelo CNN Money, porém, apontam que as ações - anunciadas a pouco mais de duas semanas para a disputa do 2º turno - são “insustentáveis”.
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O conflito, iniciado no fim de fevereiro deste ano, elevou os preços da energia em todo o mundo, afetando tanto as cotações do petróleo quanto os preços dos combustíveis nos postos.
Atualmente, o barril do Brent, referência internacional do petróleo, opera acima de US$ 100.
Apesar disso, Edmar de Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio, avalia que as medidas não deveriam ser adotadas. “Isto é insustentável do ponto de vista fiscal”, afirma.
