O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu de 6 milhões para 5,8 milhões de toneladas a estimativa de produção de trigo do Brasil na safra 2026/27, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (9). Para atender à demanda interna, a necessidade de importação brasileira é estimada pelo órgão em 7,5 milhões de toneladas. Representantes do setor no país, porém, avaliam que o volume importado poderá chegar a 10 milhões de toneladas.
No cenário global, o relatório de outubro projeta aumento da oferta e do consumo de trigo, acompanhado por uma redução no comércio internacional e por uma ligeira queda nos estoques finais. A produção mundial foi revisada marginalmente para baixo, de 822,43 milhões de toneladas em setembro para 822,39 milhões de toneladas neste mês.
A oferta global, por sua vez, foi elevada em 900 mil toneladas, para 1,1039 bilhão de toneladas, principalmente em razão do aumento dos estoques iniciais, com destaque para a Austrália. A produção australiana é estimada em 31 milhões de toneladas.
O consumo mundial foi revisado para 827,9 milhões de toneladas, alta de 1,2 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior. O ajuste reflete principalmente o aumento do uso de trigo para alimentação animal e do componente residual na China e na União Europeia.
Entre os principais produtores, a estimativa para os Estados Unidos passou de 41,66 milhões para 41,74 milhões de toneladas.
