A inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58% em setembro, acima do teto de 4,5% da meta contínua perseguida pelo Banco Central. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,82% no mês, depois de registrar deflação de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 6ª feira (9.out.2026).
A alta da energia elétrica, dos combustíveis e dos serviços torna menos favorável o cenário para a redução dos juros. A valorização do real pode ajudar a conter os preços de produtos importados, mas economistas avaliam que o alívio cambial não elimina os riscos associados ao petróleo e à inflação persistente em segmentos ligados à demanda doméstica.
O grupo Habitação subiu 2,31% e respondeu por 0,35 ponto percentual do IPCA. A energia elétrica residencial avançou 7,98%, com impacto de 0,32 ponto percentual no índice, principalmente pelo fim do efeito do Bônus de Itaipu, que havia reduzido as contas de luz em agosto.
Para Felipe Rodrigo de Oliveira, economista-chefe da MAG Investimentos, o resultado reforça a percepção de que o processo de desinflação perdeu força no 3º trimestre de 2026. “A alta simultânea em todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE sugere que a inflação segue relativamente disseminada”, afirmou.
PETRÓLEO E CÂMBIO
A trajetória dos combustíveis é um dos fatores que podem influenciar as próximas decisões do Banco Central.
