O jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso e um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), assina uma carta aberta em defesa da democracia e da Constituição.
Divulgado após o primeiro turno das eleições de 2026, o documento manifesta preocupação com o fortalecimento da extrema direita no Congresso Nacional e alerta para os riscos de um avanço autoritário no país.
Reale Júnior foi um dos responsáveis pelo pedido de impeachment apresentado em 2015, ao lado dos advogados Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.
A denúncia, baseada em acusações de crimes de responsabilidade relacionados à gestão das contas públicas, deu origem ao processo que resultou no afastamento definitivo de Dilma pelo Senado, em agosto de 2016.
Datado de quarta-feira (7), o manifesto reúne 26 signatários, entre eles a historiadora Lilia Schwarcz, os escritores Milton Hatoum e Ignácio de Loyola Brandão, o economista Eduardo Giannetti, a jurista Flávia Piovesan, o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto e o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura.
Intitulada Carta Aberta em Defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição, a manifestação aponta para a baixa renovação política e a persistente sub-representação de mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+ e povos indígenas nas eleições deste ano.
“O Partido Liberal detém agora 121 cadeiras na Câmara e outras 28 no Senado, maioria inédita nas últimas décadas.
