Dias após ser alçada à condição de consultora de Lula para as redes sociais, a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) virou alvo de integrantes da coordenação da campanha do atual presidente da República.
Nos bastidores, caciques petistas demonstraram incômodo com postagens antigas da jovem sobre igrejas e aborto que passaram a ser exploradas por lideranças da direita como forma de atacar Lula na campanha.
O temor é de que o episódio afete diretamente a imagem de Lula, agora associada à de Ana Elisa, e ajude Flávio Bolsonaro (PL) a ampliar ainda mais sua vantagem no segundo turno da eleição presidencial.
A campanha já identificou uma forte reação do eleitorado às mensagens que circulam nas redes. Aliados de Lula disseram que chegaram a pedir que a parlamentar fechasse suas redes sociais, o que de fato aconteceu.
Ana Elisa, entretanto, nega esse pedido. À coluna, ela disse que recebeu uma “enxurrada de ameaças de morte” e que suspendeu suas contas até conseguir encaminhar todas as mensagens à Polícia Federal (PF) para investigação.
“A campanha não pediu, eu sigo atuando na ajuda à campanha do presidente Lula. [Minha rede social] está suspensa até conseguirmos chegar à PF hoje e enviarmos todas as ameaças de morte que recebemos de ontem para hoje”, afirmou a petista, que tem 21 anos de idade e foi a mulher mais votada para deputado federal em Minas.
