O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou na quinta-feira (8) a agenda de concessões para o ciclo 2027/2030 sem a concessão de serviços hidroviários para manutenção da navegabilidade na hidrovia do Rio Tapajós. O projeto foi retirado da carteira após divergências entre áreas técnicas do Executivo sobre a dragagem da via.
A discussão sobre a hidrovia opõe, de um lado, a defesa da ampliação da infraestrutura logística e, de outro, questionamentos ambientais e sociais relacionados à intervenção no rio. No centro do debate está a dragagem da hidrovia, considerada estratégica para o escoamento de grãos do Centro-Oeste pelos portos do Arco Norte.
Segundo o conteúdo apresentado, áreas técnicas dos Ministérios de Portos e Aeroportos e dos Transportes defendem o processo. Para setores produtivos, a manutenção da navegabilidade pode reduzir riscos operacionais e dar maior previsibilidade ao transporte fluvial, especialmente diante da iminência de um El Niño, com previsão de seca severa no Norte do País a partir de 2027.
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Em sentido oposto, organizações indígenas e socioambientais questionam os efeitos da atividade sobre ecossistemas e territórios de comunidades tradicionais. Também cobram consulta prévia às populações afetadas, com base na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
