O Brasil tem jogadores talentosos de League of Legends, mas será que possui estrutura suficiente para transformá-los em profissionais de alto nível? Essa é uma das principais questões levantadas por João Pedro, conhecido no cenário competitivo como Dionrray, treinador com dez anos de experiência e passagem por equipes do Tier 1 e Tier 2.
Em entrevista ao Olhar Digital, Dionrray, que trabalhou por quase cinco anos na paiN Gaming, falou sobre a formação de jovens talentos, os desafios enfrentados por treinadores e a dificuldade de desenvolver projetos de longo prazo nos e-sports brasileiros.
A discussão é especialmente importante para competições como o CELOL, organizado pela Liga GG, que reúne equipes e jogadores do Tier 3, uma das portas de entrada para quem deseja construir uma carreira profissional.
Embora muitos atletas se destaquem nessas competições, a transição para níveis superiores nem sempre acontece como esperado. E, na avaliação de Dionrray, a responsabilidade não deve recair exclusivamente sobre os jogadores.
O problema não está apenas nos jogadores
Um dos desafios do cenário brasileiro é entender por que atletas que apresentam excelentes resultados no Tier 3 encontram dificuldades quando chegam ao Tier 2 ou ao Tier 1.
Para Dionrray, essa transição expõe problemas que vão além do desempenho individual.
“Eu acho que é mais uma questão estrutural mesmo, de sistema”, afirmou.
