Um estudo nas águas de cinco rios da capital e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro detectou a presença de cocaína nas águas. O resultado foi divulgado na última quarta-feira (7) pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Friocruz) e faz uma alerta para a saúde ambiental do estado, já que a substância têm efeitos tóxicos para os organismos aquáticos.
As análises reunidas em mais de 60 amostras, realizadas durante um ano, indicam que os níveis de contaminação superam os encontrados em estudos semelhantes na Bélgica, Espanha e Estados Unidos.
Durante o levantamento, a benzoilecgonina, principal derivada da droga e substância que é excretada na urina após a metabolização no organismo dos usuários, também foi encontrada e superou a própria concentração da cocaína nos rios.
A investigação incluiu os rios Irajá e Carioca e os canais do Cunha e do Mangue, na capital, e o Rio Meriti, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Todos desaguam na Baía de Guanabara, bacia hidrográfica que tem mais de 40 ilhas.
Como foi feita a detecção?
Durante a investigação, cientistas realizaram coletas mensais de água nos cinco rios durante 2022 a 2023. Das 60 amostras coletadas, somente uma não apresentou cocaína, mas todas apresentaram positivo para benzoilecgonina.
Segundo os resultados, a contaminação foi maior na estação chuvosa, de outubro a março. O maior pico foi registrado durante o período de comemorações e férias, em janeiro.
