A introdução das corridas sprint na Fórmula 1 adicionou um máximo de 48 pontos extras para um piloto ao longo da temporada, mudando drasticamente a matemática da competição.
O formato permite que o título mundial seja decidido com etapas de antecedência, já que o vencedor de cada prova curta leva oito pontos adicionais na classificação geral.
Em uma disputa acirrada, essa pontuação paralela frequentemente se torna a margem necessária para coroar um campeão antes mesmo da tradicional corrida de domingo.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estabeleceu uma tabela de pontuação simplificada e agressiva para as provas de sábado. Ao contrário da corrida principal, que premia os dez primeiros colocados, a sprint recompensa apenas o top 8 da tabela de classificação. O vencedor recebe oito pontos, o segundo colocado leva sete, e a escala decresce sucessivamente até o oitavo lugar, que fatura um ponto solitário.
Esse modelo exige que os pilotos assumam riscos maiores logo na largada, pois não há recompensa para quem faz uma corrida conservadora no pelotão intermediário.
Além disso, a organização do esporte removeu qualquer bonificação secundária. Não existe ponto extra pela volta mais rápida durante a sprint, o que força as equipes a buscarem posições no traçado em vez de apostarem em paradas nos boxes para trocar pneus e buscar giros rápidos.
