São descargas elétricas que acontecem nas plumas vulcânicas, as enormes nuvens de fumaça liberadas pelas erupções.
Elas seguem a mesma lógica dos raios comuns de tempestades. As nuvens de chuva são compostas principalmente por moléculas de água, na forma de gotículas e cristais de gelo. Na medida em que os ventos atmosféricos movimentam as nuvens e remexem seus interiores, partículas de gelo colidem entre si, fazendo com que aconteça uma transferência de carga elétrica. Algumas moléculas perdem elétrons (tornando-se positivas), enquanto outras ganham (tornando-se negativas).
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Essa carga elétrica se acumula e o campo elétrico se amplia até descarregar em um ponto próximo - geralmente, o chão. O circuito se fecha, e, nesse meio do caminho no qual as cargas viajam de um ponto a outro, o ar se aquece, emitindo o clarão de um relâmpago.
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O que resulta disso é um show de luzes como nenhum outro no planeta, enquanto milhares de disparos de energia rasgam e iluminam o breu do céu tomado pelas cinzas.
Os raios vulcânicos podem acontecer tanto pelo choque de cristais de gelo presentes nas plumas quanto pela interação de partículas rochosas nas cinzas. Mais especificamente, partículas de sílica, que normalmente não acumulariam carga elétrica, mas se tornam eletrificadas com a ajuda do carbono presente na atmosfera.
