A Polícia Federal (PF) negou nesta sexta-feira (9) que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tenha afirmado em depoimento que liberou dinheiro para um filme sobre o presidente Lula (PT) em troca de negócios com o governo. A informação havia sido publicada pela revista Veja.
A corporação também informou que rejeitou as propostas de delação premiada apresentadas pela defesa do banqueiro e recebeu uma notícia-crime para investigar os fatos relacionados à publicação.
Mais cedo, a Veja publicou uma reportagem sobre uma suposta fala de Vorcaro, que apontava para sua participação em um esquema de pagamentos envolvendo integrantes do PT para obter acesso a recursos de fundos de pensão de empresas estatais. Segundo a matéria, o banqueiro relatou ter destinado R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula, supostamente para financiar um documentário sobre o presidente.
Segundo o jornal, as informações constavam de um áudio e de documentos obtidos pela revista, que teriam sido apresentados por Vorcaro durante suas tentativas de firmar um acordo de colaboração com as autoridades. O banqueiro também atribuiu a integrantes do governo federal participação nas articulações para permitir que o Master recebesse investimentos de fundos de previdência.
As declarações seriam alegações do próprio Vorcaro e não constituem comprovação dos pagamentos ou da participação dos agentes públicos citados.
