O transporte marítimo pode se consolidar como uma nova frente de demanda para o etanol brasileiro, na avaliação do CEO da SCA Brasil, Martinho Seiiti Ono. Segundo ele, o avanço da descarbonização da navegação, somado à expansão da produção nacional, especialmente de etanol de milho, coloca o Brasil em posição favorável para atender esse mercado.
Ono afirmou, nesta sexta-feira (9), que o uso do etanol na navegação representa uma nova fronteira para o biocombustível no País. Segundo o executivo, o chamado biobunker ganha espaço diante da busca do setor marítimo por alternativas para reduzir a pegada de carbono.
Na avaliação dele, esse mercado pode avançar em ritmo mais acelerado do que outros segmentos emergentes, como o de combustível sustentável de aviação (SAF). Ono citou que já existem testes na navegação com diferentes proporções de etanol, inclusive a 100%, com resultados positivos.
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O executivo também chamou atenção para a dimensão potencial desse mercado. Pelos cálculos apresentados por ele, se o setor de combustíveis marítimos adotasse uma mistura de 10% de etanol, o consumo poderia alcançar cerca de 30 bilhões de litros. O volume equivale a uma parcela relevante da produção brasileira estimada em 41,88 bilhões de litros na safra 2026/27.
