O governo de Israel criticou nesta sexta-feira, 9, a decisão do Comitê Norueguês do Nobel de conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos.
A premiada presidiu uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) que acusou Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza durante a guerra contra o grupo terrorista Hamas.
“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e calúnias de sangue, Navi Pillay não seria apenas uma candidata", afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense no X. "Ela seria a favorita”.
A chancelaria também acusou o comitê de legitimar o preconceito contra Israel e mencionou Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista.
O Comitê Norueguês justificou a escolha pelos esforços de Pillay na promoção da paz e do direito internacional. Em 2025, a comissão da ONU presidida pela jurista concluiu que Israel havia cometido atos de genocídio contra palestinos em Gaza.
Pillay responsabilizou autoridades israelenses e afirmou que o país falhou em prevenir ou punir esses crimes. Israel rejeita as acusações.
Vencedora do Nobel também ironizou Trump
Em seu primeiro pronunciamento depois do anúncio, em Nuremberg, na Alemanha, Pillay ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Se vocês aplaudirem um pouco mais forte, talvez eu divida o prêmio com Trump”, brincou. O republicano havia manifestado interesse na honraria.
