O ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, negou conhecer Daniel Vorcaro e afirmou que a instituição não participou da produção nem da captação de recursos para o documentário Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone. Em nota enviada nesta 6ª feira (9.out.2026), Okamotto classificou como “totalmente infundada” a reportagem da revista Veja, que atribuiu ao ex-banqueiro relatos sobre supostos pagamentos de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar o filme, além de outros repasses ao instituto.
“Eu não conheço o senhor Daniel Vorcaro. Nunca estive e tampouco me reuni com ele. Se tivesse pedido uma reunião comigo, eu não teria aceitado, porque a fama dele já era muito ruim”, afirmou Okamotto.
Segundo a Veja, Vorcaro relatou, em áudio e documentos, que os supostos pagamentos teriam sido negociados com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e estariam relacionados a tratativas para obter acesso a fundos de pensão de servidores públicos federais. A revista afirma que o relato foi apresentado à PGR (Procuradoria-Geral da República) durante as negociações para um acordo de delação premiada.
Sobre o documentário, Okamotto disse que a iniciativa foi exclusiva de Oliver Stone e negou envolvimento próprio ou do instituto na produção ou na obtenção de recursos. “O Instituto Lula e eu nunca estivemos envolvidos na produção e na captação de recursos. Nunca recebemos recursos para a realização do filme”, declarou.
