Enquanto primeiros dias de segundo turno foram usados por Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a reorganização das respectivas campanhas, os grandes atos públicos da semana inicial do segundo turno foram mobilizados por estudantes universitários.
Desde quarta-feira (7/10), o movimento estudantil já tomou ruas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Recife em mobilização que lembra o “Ele Não”. Em 2018, diante da iminência de vitória de Jair Bolsonaro (então no PSL), centenas de milhares de pessoas participaram de grandes protestos contra o candidato, que se elegeu mesmo assim.
Agora a ideia é outra: organizar os estudantes em grandes atos, mas com o objetivo de que eles saiam de lá para conquistar votos para Lula no corpo a corpo.
“O ‘Ele Não’ foi uma mobilização muito importante, colocou centenas de milhares de pessoas nas ruas e mostrou que havia uma resistência social enorme ao bolsonarismo. Mas o resultado de 2018 também nos deixou um aprendizado: uma grande manifestação, por si só, não necessariamente consegue atravessar as fronteiras de quem já está convencido“, analisa Bianca Borges, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Depois de uma postura de neutralidade no primeiro turno - menos por Flávio, mais por correntes ligadas a partidos de esquerda que também tiveram candidatos -, a UNE fechou um apoio quase natural a Lula no segundo turno e quer que a mobilização dos estudantes tenha um desfecho diferente daquele de 2018.
