Quando se fala em câncer de mama, a atenção costuma se voltar à cirurgia, quimioterapia e aos exames. No entanto, o tratamento também mexe com a pele, afetando diretamente na autoestima das pacientes. Mas especialistas explicam que com orientação e cuidados simples, parte desses efeitos podem ser amenizados.
Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (9), a dermatologista Luma Martins explicou que, durante o período oncológico, o corpo pode ficar mais seco, sensível e suscetível à irritações.
Além disso, alguns quimioterápicos podem causar imunossupressão, favorecendo infecções cutâneas, inclusive micoses superficiais.
Dra. Luma Martins, dermatologista
No entanto, manifestações dermatológicas dependem do medicamento utilizado por cada paciente. Quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo, hormonioterapia e imunoterapia podem estar associadas às diferentes causas, como ressecamento, vermelhidão, manchas e descamação.
Complementando a visão da dermatologista, a farmacêutica Fernanda Beltrão, head da Área Médica dos Laboratórios Pierre Fabre (grupo farmacêutico e dermocosmético) no Brasil, reforça sobre a necessidade de incorporar o cuidado dermatológico na jornada dos pacientes oncológicos.
A pele do paciente oncológico passa por uma série de mudanças e precisa ser tratada com cuidado e atenção. Por isso, reconhecer essas alterações e buscar orientação adequada é parte importante de um cuidado integral.
