Por André Costa e Tiago Salazar
O Corinthians não considera a punição de Ramón Díaz no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) um empecilho para seu retorno. O principal entrave nas conversas com o argentino, favorito para substituir Fernando Diniz, é a duração do contrato. O clube deseja um vínculo apenas até o fim desta temporada, mas ainda não chegou a um consenso com o treinador.
A preferência por um acordo curto está ligada ao calendário político do Corinthians. O mandato do presidente Osmar Stabile termina no fim deste ano, quando estão previstas as eleições, e o dirigente não pretende firmar um compromisso que ultrapasse o período de sua gestão.
Essa condição tem dificultado a busca por um novo comandante. Desde a demissão de Diniz, o Corinthians consultou outros profissionais, entre eles Luis Zubeldía, mas tem encontrado resistência à proposta de assumir a equipe somente até dezembro, em meio à luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
Punição não impede negociação
Internamente, a diretoria alvinegra entende que há alternativas para lidar com a suspensão de Ramón. Caso o argentino seja contratado e precise cumprir a pena, seu filho e auxiliar, Emiliano Díaz, poderia comandar a equipe à beira do campo durante sua ausência.
Além disso, o departamento jurídico do Corinthians sinalizou que existe a possibilidade de reverter a punição.
