As exportações brasileiras de suco de laranja recuperaram o fôlego no mês passado, depois de um agosto mais fraco. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram crescimento de 12,4% no volume embarcado entre julho e setembro, se comparado com o mesmo período de 2025.
O Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea) analisa que, apesar do aumento no volume ser um bom sinal, a receita caiu 30% no mesmo comparativo. Com os preços internacionais ainda sob pressão, o aumento dos valores pagos aos produtores brasileiros de laranja dependerá de sinais mais consistentes de recuperação da demanda ao longo da cadeia.
O volume embarcado no terceiro trimestre de 2026 está abaixo do verificado no mesmo período das safras 2021/22, 2022/23 e 2023/24. A crise se iniciou justamente entre 2022 e 2024, quando condições climáticas desfavoráveis diminuíram a produção de laranja.
A Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) averigou, em setembro, que o consumo mundial da bebida caiu 46,5% entre as safras 2010/11 e 2025/26. O cálculo é baseado na série histórica dos relatórios Citrus: World Markets and Trade, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, responsável por cerca de 70% a 80% do comércio global da commodity.
