O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), tem sinalizado a partidos que declararam apoio a ele no segundo turno que pretende “contemplar” as siglas com cadeiras e cargos em um eventual governo. Embora a movimentação ainda não seja mencionada publicamente pela equipe, autoridades que participaram dos encontros relatam que há espaços em discussão e promessas de participação na futura gestão.
Além de uma forma de agradecer pelos apoios, a distribuição de cargos é vista por aliados como uma estratégia para garantir governabilidade no Congresso Nacional. Junto ao PL, partido de Flávio, as siglas que declararam ou devem declarar apoio ao senador, NOVO, Republicanos, PP, União Brasil e MDB, representam quase 63% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 71,6% do Senado Federal.
Na prática, a avaliação é que a participação desses partidos em um eventual governo poderia facilitar a aprovação de propostas de interesse do Executivo. Como mostrou a coluna, o grupo de Flávio quer o senador Rogério Marinho (PL), atual coordenador da campanha, na presidência do Senado, com o objetivo de viabilizar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Pessoas próximas ao candidato afirmam, porém, que a prioridade de Flávio no primeiro ano de governo seria fazer uma gestão “dura” para “arrumar a casa”. Entre as metas mencionadas estão a aprovação de reformas estruturais, o controle de gastos públicos e o endurecimento de penas na área de segurança pública.
