Um dos argumentos mais usados por quem não gosta do calor é que é mais fácil parar de sentir frio do que parar de suar. A lógica é simples: diferente do verão escaldante - cuja solução envolve bebidas geladas, ares-condicionados e um baita gasto energético -, o inverno pede por mais blusas, meias e cobertores. O que impressiona é que essa “estratégia” pode funcionar até onde o frio é constante.
Esse é o caso da Antártida, que possui uma superfície completamente congelada, chamada permafrost. Só que, com as mudanças climáticas, essa camada de gelo está derretendo em épocas em que não deveria. Para conter esse degelo acelerado, o solo do continente está recebendo “cobertores” isolantes térmicos feitos de fibra vegetal, feitos pela startup canadense PermaC Land & Environment. Mas por quê? A resposta curta é: para impedir que o carbono liberado no subsolo escape.
A abordagem da empresa é pioneira na prevenção do degelo ao invés de concentrar os esforços na diminuição da queima de combustíveis fósseis, considerada a maneira mais eficaz e confiável de mitigar as mudanças climáticas. Além dos “cobertores”, outros métodos apontados por cientistas incluem desde a colocação de tapetes refletores em geleiras até o bombeamento de água sobre o gelo marinho para engrossá-lo.
Embaixo da coberta
O primeiro teste foi concluído recentemente no noroeste do Canadá, área conhecida pela rápida erosão e pelos deslizamentos decorrentes do derretimento de uma colina de permafrost.
Empresa está colocando "cobertores" naturais para frear degelo na Antártida
