O fuzilamento de um condenado à morte por um massacre em uma base militar dos Estados Unidos será transmitido ao vivo, anunciou o Pentágono, o que foi qualificado nesta sexta-feira (9) como “tortura” pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos.
Nidal Hasan, um psiquiatra militar muçulmano de origem palestina, matou 13 pessoas em um ataque na base de Fort Hood em 2009.
Sua execução, prevista para 3 de dezembro, será a primeira realizada pelas Forças Armadas desde 1961 e a primeira conduzida por um pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que será pública. “Será transmitida ao vivo. Mais detalhes serão divulgados”, confirmou à AFP um funcionário do Pentágono.
Hegseth disse ao “influencer” e ativista de direita Jack Posobiec que um pelotão ficará encarregado de cumprir a ordem de pena de morte.
“Ele será executado por um pelotão de fuzilamento de soldados, como deve ser, e vamos garantir que as pessoas possam presenciar, que seja público”, disse Hegseth em um vídeo compartilhado no X por várias contas oficiais do Pentágono.
“As pessoas precisam entender que há consequências sérias para esse tipo de ato”, acrescentou.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos denunciou nesta sexta-feira a transmissão ao vivo como uma forma de “tortura”.
