A repactuação da concessão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), será o principal projeto da carteira aeroportuária para o ciclo 2027-2030. O planejamento do setor de portos, aeroportos e hidrovias para os próximos 4 anos foi apresentado na noite de 4ª feira (8.out.2026) pelo ministro Tomé Franca (Portos e Aeroportos).
O ministério tenta um acordo com a atual concessionária, a ABV (Aeroportos Brasil Viracopos), para oferecer o ativo novamente ao mercado na próxima gestão. A proposta projeta investimentos estimados em R$ 1,5 bilhão, incluindo uma nova pista e a ampliação do terminal.
Segundo Tomé, Viracopos é o último grande passivo aeroportuário pendente de resolução no país. O governo atua junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) para solucionar os litígios relacionados ao terminal, da mesma forma que fez com outros ativos provenientes das primeiras rodadas de concessões de aeroportos do país, como Guarulhos, Galeão e Brasília -que será oferecido novamente ao mercado em 17 de dezembro.
O debate sobre Viracopos está atualmente sob análise da AGU, porque existem débitos inscritos na dívida pública, relacionados à falta de pagamento de outorgas. Além disso, a Triunfo, controladora da concessionária, também deve valores à União.
“Eu vou fazer o possível para a gente buscar uma solução. O meu empenho era deixar esse legado do nosso passível aeroportuário resolvido. Mas não é algo que depende só da gente. Depende dos interesses de todos os envolvidos.
